Uva Syrah: origens e características

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A uva Syrah, também chamada de Shiraz – especialmente por produtores australianos – é uma das espécies com mais história entre as uvas utilizadas para produção de vinho. Não apenas a história da fruta é rica: atualmente, é uma das mais plantadas no planeta para a produção de vinícolas.

Sua produção é feita em terras no Velho e do Novo Mundo, produzindo vinhos de características distintas entre si, mas de qualidade bastante elevada. A uva Syrah retomou sua força no mercado, e promete ser cada vez mais apreciada.

Confira as principais características desta casta, e entenda melhor suas origens, os vinhos que produz e os locais onde é cultivada:

Um pouco de história

Não são poucas as versões históricas da origem da uva Syrah. Há quem conte que a uva é nativa da região de Rhône, onde popularizou-se, enquanto outras versões contam que a uva foi levada do Oriente Médio para a França por meio dos Cruzados. Algumas versões associam o nome da cidade iraniana de Shiraz ao nome da uva – que é chamada assim especialmente em países de língua inglesa.

Qualquer que seja a versão da história que traz sua origem, o fato é que a uva é muito presente em Rhône há séculos. Por lá, trata-se de uma das principais opções de varietais. Com a imigração global, ela passou a difundir-se pelo mundo. As vinhas da uva Syrah costumam ser bastante resistentes, e crescem com facilidade.

Isso fez com que praticamente todos os países produtores de vinho tenham alguma porção de seus cultivos dedicada à uva Syrah. Depois da França e de alguns focos europeus, a uva Syrah foi levada à África do Sul, ainda no século XVII, tendo produção tímida ao longa da história.

Foi quando a uva passou a ser produzida com intensidade na Austrália, no entanto, em 1980, que ela retomou sua força global. Desde então, sua produção foi fortalecida ao redor de todo o mundo, inclusive criando novos pontos de cultivo intenso, como na Califórnia, onde produtores melhoraram significativamente a participação dos EUA como produtor de vinho.

A sexta mais plantada

Em função de sua popularização no território australiano, muitas pessoas enxergam a uva Syrah como algo relativamente novo e em crescimento. Como visto em sua origem, não se trata de uma uva nova. A parte do crescimento, no entanto, é verdadeira – mas engana-se quem pensa que é uma uva ainda de pouca expressão.

Segundo um levantamento de 2010, a uva Syrah já era a sexta mais plantada de todo o planeta, e sua área de cultivo representava cerca de 4% do total dos vinhedos do mundo. No ranking daquele anos, a Cabernet Sauvignon, a Merlot, a Airen, a Tempranillo e a Chardonnay estavam em sua frente.

Mais impressionante ainda é entender seu crescimento. Em uma estimativa por décadas, a uva estava em oitava lugar dez anos anos, em 2000. Em 1990, apenas vinte anos antes do último levantamento, era a 35ª mais plantada do mundo. Isso significa que vinte anos foram o suficiente para seu processo de popularização evoluir da posição 35 para a 6.

Neste levantamento, a França ainda era a principal cultivadora do uva, seguida pela Australia, Espanha, Argentina, África do Sul e Estados Unidos. Sabe-se que atualmente, no entanto, além das produções australianas, a uva apresenta grande desenvolvimento em vinhedos dos EUA. Isso faz com que o levantamento de 2020 possa trazer várias surpresas para o mundo do vinho.

O que esperar de um vinho Syrah?

Os vinhos produzidos com a uva Syrah são, tradicionalmente, tintos secos, embora existam algumas produtoras que o incluem em espumantes e rosés. A uva Syrah é bastante influenciada pelo terroir local, o que faz com que cada local onde é produzida coloque várias influências em suas expressões de aroma.

Por isso, além de bastante popular, essa uva é muito versátil, podendo apresentar várias características distintas a depender de sua origem.

O vinho Ryrah europeu, por exemplo, é razoavelmente escuro e esfumaçado, com sabor concentrado. É comum que tenha características terrosas e herbáceas. Já o Shiraz australiano é mais escuro e opaco, com tons mais frutados e taninos intensos, além de ser mais alcoólico.

Nestes casos, os tons frutados aproximam-se das frutas vermelhas e da ameixa madura, além de adicionar tons de café, chocolate, pimenta e fumo, a depender do terroir.

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